"E me
perco em mim como se não houvesse começo nem fim nessa coisa de pensar e achar
explicação pra vida. Explicação mesmo, eu sei: não há. E me agarro no meu
sentir porque, no fundo, só meu coração sabe. E esse mesmo coração que me guia
e não quer grades nem cobranças, às vezes me deixa sem rumo, com uma
interrogação bem no meio da frase: O que eu quero mesmo? Por isso, eu te peço
(de um jeito meio sem-vergonha, que é assim que eu costumo ser): se eu gostar
de você, tenha a gentileza de não me deixar tão solta. Não me pergunte aonde
vou, mas me peça pra voltar. Sou fácil de ler, mas não tente descobrir por que
o mesmo refrão insiste em tocar tanto. Se eu gostar de você, tenha a delicadeza
de também gostar de mim. E me deixe ser, assim, exatamente como eu sou. Meio
gato, meio gente. Desconfiada. E independente. E adoradora de todos os luxos e
lixos do mundo. Quer me prender? Nem tente. Quer me adorar? A escolha é sua,
meu amigo, vá em frente!"
- Fernanda Mello.

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