Todo dia, devíamos ler um bom livro, uma boa poesia, ver um quadro bonito, e, se possível, dizer algumas palavras sensatas. Goethe
quarta-feira, 30 de maio de 2012
“Moço Moreno, me convidou para
dançar um xote,
Cheirou o meu cabelo, beijou o meu
cangote,
E fez meu corpo inteiro se arrepiar,
Fiquei sem jeito e ele me acolheu junto
ao peito...
[...]
Para meu amigo chato, que agüenta meu mau humor, mas que criou a
melhor história que eu poderia ouvir num dia triste e até fez surgir um sorriso
meio de improviso e que me chama de Heloísa mesmo eu não sendo bonita e muito
menos loira.
E que não me dá bom dia mas me diz todos
os dias com aquela voz melodiosa que todo paraibano tem a seguinte frase:
''Heloísa, vamos dançar um xote ?'' ;)
sexta-feira, 25 de maio de 2012
As pessoas complicam muito as coisas... Tá com saudades? Liga. Quer encontrar? Convida. Quer compreensão? Explique-se. Tá com dúvidas? Pergunta. Não gostou? Fala. Gostou? Fala mais. Tá com vontade? Faz. Quer algo? Pedir é a melhor maneira de começar a merecer. Se o "NÃO" você já tem, só corre o risco do "SIM"... A vida é uma só. Bora ser feliz!!! ;)
Homens sarados são incríveis. Homens galanteadores são inesquecíveis. Homens românticos são imbatíveis, mas nenhum deles supera o cara engraçado que desarma qualquer TPM-bomba-relógio. Ele diz coisas idiotas, quase sem nexo, mas que dão a maior vontade de grudar na pessoa, nunca mais ficar triste, rir para sempre das levezas da vida.
quinta-feira, 24 de maio de 2012
O Que Será (A Flor da Terra)
Chico Buarque
O que será que será
Que andam suspirando
Pelas alcovas?
Que andam sussurrando
Em versos e trovas?
Que andam combinando
No breu das tocas?
Que anda nas cabeças,
Anda nas bocas?
Que andam acendendo
Velas nos becos?
Estão falando alto
Pelos botecos
E gritam nos mercados
Que com certeza
Está na natureza
Será, que será?
O que não tem certeza
Nem nunca terá!
O que não tem conserto
Nem nunca terá!
O que não tem tamanho...
Que andam suspirando
Pelas alcovas?
Que andam sussurrando
Em versos e trovas?
Que andam combinando
No breu das tocas?
Que anda nas cabeças,
Anda nas bocas?
Que andam acendendo
Velas nos becos?
Estão falando alto
Pelos botecos
E gritam nos mercados
Que com certeza
Está na natureza
Será, que será?
O que não tem certeza
Nem nunca terá!
O que não tem conserto
Nem nunca terá!
O que não tem tamanho...
O que será que Será?
Que vive nas idéias
Desses amantes
Que cantam os poetas
Mais delirantes
Que juram os profetas
Embriagados
Está na romaria
Dos mutilados
Está nas fantasias
Dos infelizes
Está no dia a dia
Das meretrizes
No plano dos bandidos
Dos desvalidos
Em todos os sentidos
Será? Que será?
O que não tem decência
Nem nunca terá!
O que não tem censura
Nem nunca terá!
O que não faz sentido...
Que vive nas idéias
Desses amantes
Que cantam os poetas
Mais delirantes
Que juram os profetas
Embriagados
Está na romaria
Dos mutilados
Está nas fantasias
Dos infelizes
Está no dia a dia
Das meretrizes
No plano dos bandidos
Dos desvalidos
Em todos os sentidos
Será? Que será?
O que não tem decência
Nem nunca terá!
O que não tem censura
Nem nunca terá!
O que não faz sentido...
O que será? Que será?
Que todos os avisos
Não vão evitar
Porque todos os risos
Vão desafiar
Porque todos os sinos
Irão repicar
Porque todos os hinos
Irão consagrar
E todos os meninos
Vão desembestar
E todos os destinos
Irão se encontrar
E mesmo padre eterno
Que nunca foi lá
Olhando aquele inferno
Vai abençoar!
O que não tem governo
Nem nunca terá!
O que não tem vergonha
Nem nunca terá!
O que não tem juízo...(2x)
Que todos os avisos
Não vão evitar
Porque todos os risos
Vão desafiar
Porque todos os sinos
Irão repicar
Porque todos os hinos
Irão consagrar
E todos os meninos
Vão desembestar
E todos os destinos
Irão se encontrar
E mesmo padre eterno
Que nunca foi lá
Olhando aquele inferno
Vai abençoar!
O que não tem governo
Nem nunca terá!
O que não tem vergonha
Nem nunca terá!
O que não tem juízo...(2x)
quarta-feira, 23 de maio de 2012
Então me diz... Diz porque não tem mentira melhor agora, porque só quero ter um empurrãozinho pra lembrar da voz doce do moço dizendo que não queria me soltar. Diz porque a mentira é açúcar mais gostoso no meio do veneno que vai deixando morrer esse gostar que já se foi.
E se foi tão mal, que deixou doente o coração da moça de sorriso roubado, de cabelos despenteados, e de boca macia ...
Bem, era o que o moço dizia.
Vem comigo,vem.
Que eu te abro um sorriso,e depois desapareço de novo.
E agente vai levando assim,
tendo encontros e desencontros.
Querendo bem e mal simultaneamente.
Talvez seja melhor assim,ficar completa por mim mesma.
Pertencendo a mim e tendo-me como minha fiel escudeira.
E ultimamente tem sido mesmo ,
apesar das minhas algumas crises de choro de travesseiro.
Eu consigo rir sozinha , vendo você se arrepender ...
terça-feira, 22 de maio de 2012
SÓ TU
De todas que me beijaram
de todas que me abraçaram,
já não me lembro, nem sei!
São tantas as que me amaram,
são tantas as que amei!
Mas tu (que rude contraste),
tu - que jamais me beijastes,
tu - que jamais abracei,
só tu nesta alma ficastes
de todas as que amei!
(Paulo Setúbal, escritor brasileiro de Tatuí/SP. (1893 — 1937)
Ouvi este poema pela primeira vez numa telenovela brasileira, de Manoel Carlos
Cada um tem um tempo... Nem toda ferida cura na mesma hora. O que dá certo pra você pode não dar pra mim. E tudo bem, não estou certa e você errado. Somos diferentes, sentimos de forma diferentes. Tivemos experiências diferentes. Temos cicatrizes diferentes. E é isso que faz com que cada pessoa seja única e especial. ;)
sexta-feira, 18 de maio de 2012
"(...) ?Olhos de ressaca? Vá, de ressaca! É o que me dá a idéiadaquela feição nova. Traziam não sei que fluido misterioso eenérgico, uma força que arrastava para dentro, como a vaga que se retira da praia, nos dias de ressaca. Para não ser arrastado,agarrei-me às outras partes vizinhas, às orelhas, aos braços, aoscabelos espalhados pelos ombros; mas tão depressa buscava as pupilas,a onda que saía delas vinha crescendo, cava e escura, ameaçandoenvolver-me, puxar-me e tragar-me.? (...)"
Machado de Assis.
(Trecho de Dom Casmurro)
CASIMIRO DE ABREU
(1839-1860)
AMOR Y MIEDO
I
Cuando te huyo y cauto me desvío
Del fuego ardiente que te cerca, oh bella,
Dices contigo, suspirando amores:
—"; Oh Dios! ¡ qué hielo, qué frialdad aquella!".
¡ Cuánto te engañas!, mi amor es llama
Que se alimenta en el voraz secreto,
Si de ti huyo es porque te amo loco...
Bella eres —mozo soy; tienes amor— ¡ yo miedo!.
Tengo miedo de mí, de ti, de todo,
De la luz, de la sombra, del silencio y las voces,
De las hojas resecas, del llanto de las fuentes,
Y de las horas largas que pasan tan veloces.
El velo de la noche me atormenta,
La luz del alba entumece mis senos,
Y al viento fresco del caer la tarde,
Me estremezco de crueles recelos.
Es que ese viento que en el campo —le jos,
De la cabana el humo vago gira,
¡Soplando un día tornaría incendio
La llama viva que tu risa aviva!
i Ay! Si abrasado crepitase el cedro,
Cediendo al rayo que tormenta envía,
Di: —¿ qué sería de la plantita humilde
Que a su sombra tan feliz crecía ?
La llamarada que se enrosca al tronco
Tostara igual la planta y el racimo ;
La pobre nunca revivir podría
¡Aunque lloviese paternal rocío!
II
Si al calor de la siesta yo te viese,
Temblar mi mano al fuego de las tuyas,
Ajado el blanco traje, ¡ y los cabellos,
Sueltos sobre la espalda alba y desnuda!...
¡ Ay! Si te viese, Magdalena pura,
A medias reclinada sobre el lecho,
Ojos cerrados, voluptuosa y dulce,
Laxos los brazos, ¡ palpitante el seno!...
¡ Ay! Si te viese en languidez sublime
Y protestando con acento trémulo,
Y del pudor las rosas virginales
¡ Tiñendo el rostro, sollozando un beso!...
Di: —¿qué sería de la pureza de ángel,
Del candor de la frente y de las alas ?
—Tú te quemaras, al pisar descalza,
—Loca muchacha— ¡ sobre un piso de ascuas!
¡ En fuego vivo entero me abrasara!
Ebrio y sediento en la fugaz vorágine,
Vil, destrozara con mi dedo impuro
¡ La dulce flor de virginal guirnalda!
Vampiro infame, devorara en besos
La inocencia que tu labio encierra,
Y tú serías en el lascivo abrazo
Un ángel enlodado en cieno de la tierra.
Luego... despierta en el febril delirio,
—Tristes los ojos— cual vano lamento,
Preguntarás: —¿qué fue de mi corona ?...
Y yo diría: —¡ deshojóla el viento!...
¡ Oh, no me llames corazón de hielo!
Me traicioné en el fatal secreto.
Si de ti huyo es porque tanto te amo,
Bella eres —mozo soy; tienes amor— ¡ yo miedo
Mário de Sá-Ca
rMário de Sá-Carneiro : Quase
Um pouco mais de sol - eu era brasa.Um pouco mais de azul - eu era além.Para atingir, faltou-me um golpe de asa...Se ao menos eu permanecesse aquém......Num ímpeto difuso de quebranto,Tudo encetei e nada possuí...Hoje, de mim, só resta o desencantoDas coisas que beijei mas não vivi...
quarta-feira, 16 de maio de 2012
EU ETIQUETA
Em minha calça está grudado um nome
Que não é meu de batismo ou de cartório
Um nome... estranho.
Meu blusão traz lembrete de bebida
Que jamais pus na boca, nessa vida,
Em minha camiseta, a marca de cigarro
Que não fumo, até hoje não fumei.
Minhas meias falam de produtos
Que nunca experimentei
Mas são comunicados a meus pés.
Meu tênis é proclama colorido
De alguma coisa não provada
Por este provador de longa idade.
Meu lenço, meu relógio, meu chaveiro,
Minha gravata e cinto e escova e pente,
Meu copo, minha xícara,
Minha toalha de banho e sabonete,
Meu isso, meu aquilo.
Desde a cabeça ao bico dos sapatos,
São mensagens,
Letras falantes,
Gritos visuais,
Ordens de uso, abuso, reincidências.
Costume, hábito, permência,
Indispensabilidade,
E fazem de mim homem-anúncio itinerante,
Escravo da matéria anunciada.
Estou, estou na moda.
É duro andar na moda, ainda que a moda
Seja negar minha identidade,
Trocá-la por mil, açambarcando
Todas as marcas registradas,
Todos os logotipos do mercado.
Com que inocência demito-me de ser
Eu que antes era e me sabia
Tão diverso de outros, tão mim mesmo,
Ser pensante sentinte e solitário
Com outros seres diversos e conscientes
De sua humana, invencível condição.
Agora sou anúncio
Ora vulgar ora bizarro.
Em língua nacional ou em qualquer língua
(Qualquer principalmente.)
E nisto me comparo, tiro glória
De minha anulação.
Não sou - vê lá - anúncio contratado.
Eu é que mimosamente pago
Para anunciar, para vender
Em bares festas praias pérgulas piscinas,
E bem à vista exibo esta etiqueta
Global no corpo que desiste
De ser veste e sandália de uma essência
Tão viva, independente,
Que moda ou suborno algum a compromete.
Onde terei jogado fora
Meu gosto e capacidade de escolher,
Minhas idiossincrasias tão pessoais,
Tão minhas que no rosto se espelhavam
E cada gesto, cada olhar
Cada vinco da roupa
Sou gravado de forma universal,
Saio da estamparia, não de casa,
Da vitrine me tiram, recolocam,
Objeto pulsante mas objeto
Que se oferece como signo dos outros
Objetos estáticos, tarifados.
Por me ostentar assim, tão orgulhoso
De ser não eu, mas artigo industrial,
Peço que meu nome retifiquem.
Já não me convém o título de homem.
Meu nome novo é Coisa.
Eu sou a Coisa, coisamente.
(Carlos Drummond de Andrade)
terça-feira, 15 de maio de 2012
Wish You Were Here
So,
So you think you can tell
Heaven from Hell,
Blue skies from pain
Can you tell a green field
From a cold steel rail?
A smile from a veil?
Do you think you can tell?
Did they get you to trade
Your heroes for ghosts?
Hot ashes for trees?
Hot air for a cool breeze?
Cold comfort for change?
Did you exchange
A walk on part in the war
For a lead role in a cage?
How I wish, how I wish you were here
We're just two lost souls
Swimming in a fish bowl,
Year after year,
Running over the same old ground.
What have we found?
The same old fears
Wish you were here
segunda-feira, 14 de maio de 2012
Experimento
Ksis
Acabei de acender um cigarro pelo filtro
E fumei pela orelha, que perdi a coordenação motora.
Minha cabeça tá uma zona, eu to quase entrando em coma.
Mas a noite é minha dona, cê me encontra por aí.
Mas a noite é minha dona, cê me encontra por aí.
Cê me encontra por aí
E fumei pela orelha, que perdi a coordenação motora.
Minha cabeça tá uma zona, eu to quase entrando em coma.
Mas a noite é minha dona, cê me encontra por aí.
Mas a noite é minha dona, cê me encontra por aí.
Cê me encontra por aí
Luzinhas coloridas escurecem minha vista
Hoje eu acho que ganho o prêmio 'Jovem Cientista'
Luzinhas coloridas escurecem minha vista
Hoje eu acho que ganho o prêmio 'Jovem Cientista'
Hoje eu acho que ganho o prêmio 'Jovem Cientista'
Luzinhas coloridas escurecem minha vista
Hoje eu acho que ganho o prêmio 'Jovem Cientista'
Tudo o que te digo à noite, de manhã já não me lembro.
Tudo, tudo o que te digo à noite, de manhã já não me lembro.
Tudo, tudo o que te digo à noite, de manhã já não me lembro.
Você diz que eu minto que eu tenho um lado cínico.
Não é meu lado cínico
É só meu estado químico
É só meu estado químico
Eu sou um experimento!
Não é meu lado cínico
É só meu estado químico
É só meu estado químico
Eu sou um experimento!
Acabei de acender outro cigarro pelo filtro
Essa vida é muito louca, eu não entendo mais nada.
Essa vida é muito pouca, eu não entendo mais nada.
Eu não me entendo, eu não te entendo, eu não me entendo.
Eu não te entendo!
Essa vida é muito louca, eu não entendo mais nada.
Essa vida é muito pouca, eu não entendo mais nada.
Eu não me entendo, eu não te entendo, eu não me entendo.
Eu não te entendo!
Me dá um pouco disso pra mim, eu gosto do que é ruim
Me dá um pouco disso pra mim, eu gosto do que é ruim
Eu quero o que não me faz bem, adoro tudo que é mal.
Me dá um pouco disso pra mim, eu gosto do que é ruim
Eu quero o que não me faz bem, adoro tudo que é mal.
Tudo que te digo à noite, de manhã já não me lembro.
Tudo, tudo o que te digo à noite, de manhã já não me lembro.
Tudo que você me diz eu escuto e não entendo
Tudo, tudo o que você me diz eu escuto e não entendo.
Tudo, tudo o que te digo à noite, de manhã já não me lembro.
Tudo que você me diz eu escuto e não entendo
Tudo, tudo o que você me diz eu escuto e não entendo.
Você diz que eu minto que sou uma mina cínica.
Eu não sou uma mina cínica
Eu sou a garota química
Eu sou a garota química
Eu sou um experimento!
Eu não sou uma mina cínica
Eu sou a garota química
Eu sou a garota química
Eu sou um experimento!
Tudo que eu te digo à noite, de manhã já não me lembro.
Tudo, tudo o que te digo à noite, de manhã já não me lembro.
Tudo que você me diz eu escuto e não entendo
Tudo, tudo que você me diz eu escuto e não entendo
Você diz que eu minto que eu tenho um lado cínico
Não é o meu lado cínico
É só o meu estado químico
É só o meu estado químico
Eu sou um experimento!
Não é o meu lado cínico
É só o meu estado químico
É só o meu estado químico
Eu sou um experimento!
Assinar:
Postagens (Atom)

























